ô Vício
Acho que as artes gráficas sempre foram mais a minha praia, sempre foi algo que eu gostasse. Ultimamente e cada vez mais, venho percebendo o quanto isso me preenche e pensar que um dia poderia trabalhar com algo relacionado.
Ultimamente aquele passatempo gostoso de ficar desenhando, criando, animando, de modos bem pré-históricos mesmo, com criações de centenas de desenhos e usando aquela ferramenta que todo Windowns tem, o Movie Maker. Aliás, algumas pessoas me pediram para elaborar um tutorial de como criar uma animação gráfica usando o photoshop e o movie maker, nada profissional, simplesmente para entender até o processo de stop motion. É um processo bem simples, quem já quiser ir se arriscando, tenta fazer uma bolinha pulando
. O processo é o seguinte, crie a idéia do que a bolinha vai fazer e para cada passo dessa bola, crie uma imagem diferente, para facilitar, enumere de forma apropriada: bola_1; bola_2; bola_3…e assim vai. É simples, apesar de trabalhoso.
Para aqueles que já conhecem o Flash, eu sei que ele facilita uma vida, mas convenhamos, é gostoso pelo menos conhecer uma forma ‘antiquada’, porém ainda usada. Afinal, no cinema, são diversas imagens: 00:00:00.0000 (imagina trabalhar com essa quantidade de números, um segundo, vale muito).
Bom, gostoso, prático, o que for, o importante é criar e estamos aqui para isso. Aquele bonequinho palito é bem legal quando quiser fazer isso. Vamos lá pessoal, inventem. Podemos fazer isso com fotos, do mesmo jeito que desenhos, com colagens, com objetos, enfim, podemos imaginar e criar a vontade.
Bjos =*
Livros
Gente, há quanto tempo eu não posto nada aqui em questão de download? Obviamente eu pensei justamente em 2 livros, mas que ainda não li. Um desses livros eu escolhi por ser de um autor que gosto muito, que é o John Grogan, autor do livro Marley & Eu e o outro é um livro que me falaram que era muito bom: Formaturas Infernais.
Formaturas Infernais:
Nessa emocionante coleção de contos de terror e amor, Meg Cabot se une a Stephanie Meyer (Crepúsculo), Kim Harrison, Michele Faffe e Lauren Myracle para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que vocês está dançando com a Morte? e que ela não está aqui para elogiar seu vestido.
De problemas com vampiros até uma batalha entre anjos e demônios, estas cinco histórias vão divertir mais do que qualquer DJ em um terno brega. Nada de limusine ou vestido de gala: só uma grande dose de assustadora diversão.
E Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais
Esta coletânea de crônicas escritas por John Grogan, criador do best-seller Marley & Eu, é uma divertida mas sempre perspicaz análise do mundo e dos costumes contemporâneos, com seus altos e baixos, problemas e encantos. Esta é a prova do talento de Grogan em transitar pelas mais diferentes áreas, e de trazer para o leitor um ensinamento lúdico sobre a fascinante jornada que une seres humanos e animais.
Bom, espero que leiam, que gostem e por favor, quem tiver os livros de Chelsea Cain para download me informe por favor!
Download direto dos PDF’s
[livrosparatodos.net].John.Grogan.Cachorros.Encrenqueiros.se.Divertem.Mais
Amor também vacila
Ah o amor, bate na porta, entra sem pedir licença e ainda se acomoda no melhor lugar. Ah se eu fosse parar para contar os porques do meu amor por você, nem mesmo meu coração iria entender. Apanha e apanha e não se cansa de amar você, parece um cancer, que machuca e machuca, mas quando pensa que ta saindo, é que fica pra valer. Eu te amo pelo simples olhar de criança, eu te amo pelas mãos no cabelo, eu te amo pela forma que você fala. Eu te amo como você entra e sai, eu te amo como você pede, eu te amo como eu não queria amar, eu te amo pelo simples ato de amar. Eu te amo pelo seu jeito dengoso, eu te amo pelo seu carinho, eu te amo pelas brigas calorosas e pelo jeitinho de pedir beijinho. Eu te amo mesmo você gritando, eu te amo mesmo querendo ser o lado correto, eu te amo mesmo se fingindo de rebelde. Eu te amo pelo jeito que você luta contra, eu te amo mesmo você mostrando que não deveria te
amar, eu te amo além da gravidade, eu te amo mesmo não querendo amar. Eu te amo mesmo que você me humilhe, eu te amo mesmo que você me bata, eu te amo mesmo que você mostre, que eu não deveria te amar. Eu te amo pelas suas opções, eu te amo pela sua fraqueza, eu te amo pelo seu pesar, eu te amo pelas suas lágrimas que não deixam rolar. Eu te amo pelas verdades que você esconde, eu te amo mesmo que você não queira me amar, eu te amo de forma que só eu…poderia te amar. E é nesse amor todo que sinto por você, que você mostra nem querer saber, mas que no fundo, não quer parar de sentir esse amor que jogo pra você. Eu te amo por aqueles momentos que fala a verdade, que diz não me merecer, eu te amo pela honestidade, que as vezes aparece querendo enlouquecer. Eu te amo, eu simplesmente te amo. O amor vacila tanto, eu só não sabia que te amar machucava tanto assim……e eu sei que essas palavras, vão se tornar besteiras, perda de tempo e doença, porque vejo você me ver assim, quando resolvo deixar o coração falar por mim…mas eu te amo, como um coração entre espinhos, eu te amo…e quero sair desses espinhos e levar você comigo…eu sei que posso ser feliz com você…eu acredito em você…segura minha mão ou pula….
Cof Cof…eu tava engasgada =)
Ai Cecilia
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
(Cecília Meireles)
Nunca achei tão verdadeiro um poema como esse. O amor as vezes é tão bonito, mas vejo que enquanto você não se adequar as modernidades do mundo de hoje, onde trair é apenas um cartão amarelo e não um cartão vermelho como antigamente. Onde se apaixonar pela secretária é comum, onde aceitar pessoas dando em cima e ainda dar corda é até fidelidade ‘quem me tem é você’, onde o admirar e babar outras pessoas é coisa de gente normal, onde querer conhecer alguém, sabendo que pode acabar o namoro, é ser esperto. Onde parar de lutar por amor, é sinal de gente inteligente, onde o divórcio é moda, onde desistir não é desistir, é evoluir. Onde o amor, não é nada mais, que uma carta fora do baralho.
O tempo vai passando e eu vou vendo que quanto mais conheço as pessoas, mais gostaria de nunca amar essa gente moderna, mais tenho medo de me apaixonar, mais tenho medo de me entregar. E quando se entrega, sofre, todos os dias, todos os momentos, porque será sempre lembrada ‘eu posso conhecer outra pessoa’, amor quando se tem, por mais que vá acabar, é eterno enquanto durar, quando se pensa no final, não se pensa nem no que vive agora…quanto mais………..
Saudades
Ai que saudade aquele tempo irresponsável, onde todas as nossas obrigações se baseavam somente em ‘lavar a mão, sentar direito, dormir na hora, acordar na hora, ir pra escola, fazer dever de casa, arrumar o quarto’ e pronto, terminava aí, nada mais. Ai que saudade do colégio São Paulo, do medo da cidade grande, de não ter mais amigos, saudade da professora Luciana com quem passava manhã e tarde estudando, que saudade do Kiko, do Felipe, que saudade do medinho de namorinho segurando mão, da vontade de casar na igreja, na praia, na praça. Que saudade de catar amendoa, que saudade de pegar soldadinho e grudar na blusa, que saudade dos lanchinhos, que saudade da bola, das brincadeiras, do queimado, do futebol. Que saudade do orgulho que foi chegar ao ginásio com todo o pessoal da minha turma, que saudade da felicidade em usar o primeiro sutiã e do ódio também, por me apertar. Que saudade da Juliana, da Jamaira e da minha gêmea Marília, que saudade do basquete, que saudade de enjoar Alice e sair correndo com medo dela me bater, que saudade de ter sido boa em esportes, que saudade do futebol nas tardes e do basquete nos intervalos. Que saudade das feiras de ciência, das gincanas. Que saudade, que saudade.
Que saudade do Salesiano e do meu ódio ao padre, que saudade do aluno novo, do Leo, que chegou de repente e se tornou tão importante na minha vida, que saudade da Karina, que estudamos tanto pra prova e tiramos nota baixa, ambas saíram da escola para não reprovar. Que saudade do dia que viajei pra Áustria e não voltei, que saudade de quando voltei ao Brasil e entrei no Pio Décimo. Que saudade da Simone maluquinha, que saudade da Alanna pior ainda. Que saudade do vagal do Siri, que saudade da minha professora mãe Beth, que saudade das loucuras do professor Thiago e que saudades do professor Raimundo falando da cabeça do professor Thiago e do professor Thiago falando do nariz do professor Raimundo, que saudade da professora Luciana que tentava ensinar inglês, o famoso verbo to be, no qual estudamos desde a segunda-série. Que saudade da professora Mary e suas loucuras, que saudade das nojeiras do professor Alexandre, que saudade do apoio do professor Cândido, que saudade do doido do coordenador Wilton, que saudade de Willians, de Flavinha, de Suly, que saudade de Júnior, de Dayane, de Izabelle, que saudade da cantina e as reclamações pelo aumento do lanche, que saudade da Vanessa e as tardes sem nada pra fazer no Pio Décimo, quanta saudade. Que saudade das feiras artísticas, que saudade de ser o Pânico, que saudade das paixões escolares, que saudade dos primeiros beijos, das primeiras pessoas, que saudade do inevitável, da falta de planos, que saudade do vestibular, da preparação, da excitação, que saudade dos clubes aos sábados, que saudade do cinema, que saudade das lasanhas na casa do povo, que saudade da copa mundial de futebol de 2006, todos juntos na casa os outros. Que saudade da casa da Dany, que saudade da casa de Siri. Que saudade dos finais de semana na Orla, que saudade dos luais dorminhocos, que saudade da bicicleta, do skate, do patins, que saudade da prancha e o surf, que saudade de aprender a dirigir a 100km/h, que saudade do acampamento, que saudade das dormidas na casa dos outros, das histórias de fantasma, que saudade de encanto, de admiração, que saudade daquele gosto verdadeiro da amizade, que saudade de sonhos, de entregas, que saudade da minha vida sorridente, sem preocupações, sem necessidade de dinheiro, sem vontade de ter dinheiro, que saudade de conseguir ser feliz com 10 reais no bolso e nada mais. Saudade da juventude, saudade da ingenuidade, saudade do compromisso vago, saudade do nada, saudade de tudo.
Saudades das coisas boas, enquanto as coisas ruins ficam dentro de nós, vestidos de experiência, de aprendizados, e o suspiro do que passou, do que um dia foi melhor, do dia que não tem volta mais. Saudades, a palavra que só o nosso bom e velho português tem, saudade, a palavra que melhor descreve esse sentimento doloroso e ao mesmo tempo tão bom, já que temos saudades, somente daquilo que um dia nos fez tão bem…